A Região de Lisboa

O que visitar

Para além do copo: as ondas do Atlântico, os mosteiros e castelos, a natureza preservada, os museus e as festas que dão alma a este território.

Da serra ao Atlântico

Praias & Ondas

O que têm em comum o sudoeste australiano, a costa Basca, o Wine Country californiano e a Região dos Vinhos de Lisboa? Em duas palavras: vinho e ondas — ambos generosos na quantidade e na qualidade. Os mesmos princípios geoclimáticos que apuram as melhores castas criam as condições ideais para o surf.

Entre Lisboa e Leiria existe a maior concentração de ondas de excelência do Velho Continente. Escolhemos nove, para saborear dentro ou fora de água.

Mapa da Região de Lisboa com os pontos de Praias & Ondas
No mapa da Região
Praia de Santo Amaro
Oeiras

Praia de Santo Amaro

Considerada o melhor pointbreak da Região de Lisboa — aquela onda que quebra sobre fundo de pedra e acompanha o contorno da costa em posição quase perpendicular —, Santo Amaro carrega uma história que vai muito além do surfe. Em 2002 foi palco da maior conquista ambiental do surfe português: apoiados pelo grupo SOS Surf, os surfistas reverteram a construção de um pontão que condenaria a existência da onda. Apesar dos danos causados pelo enrocamento, depois removido, a onda que muitos passaram a chamar de Santo "Amado" permanece como uma das mais dinâmicas e magníficas da linha do Estoril, espaço de eleição tanto para praticar quanto para observar alguns dos melhores surfistas do país.

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Praia de Carcavelos
Cascais

Praia de Carcavelos

Se o vinho é lugar de história, talvez nenhuma outra praia em Portugal mereça o paralelismo com o mundo vitivinícola como Carcavelos, no concelho de Cascais. Foi aqui que tudo começou no surfe português: nas ondas que quebram sobre o maior areal da linha do Estoril, Pedro Martins de Lima aventurou-se nos idos anos de 1950, inaugurando uma nova forma de estar nas praias portuguesas. Carcavelos foi também o primeiro ponto de convergência dos visitantes estrangeiros, que desembarcavam munidos de estranhas embarcações usadas para cavalgar as ondulações de inverno — motivo de espanto para os mais velhos e de irresistível sedução para os mais jovens.

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Praia Grande
Sintra

Praia Grande

Microclima. Nenhuma palavra define tão bem a natureza da Praia Grande, quando o fenômeno provocado pela misteriosa Serra de Sintra se debruça sobre o Atlântico e culmina naquele mergulho geológico que dá pelo nome de Cabo da Roca. Do encontro entre a persistente nortada e a face setentrional das verdejantes colinas serranas resultam as brumas que encantaram Almeida Garrett, Eça de Queiroz e Lord Byron — e o ambiente responsável pelo particular caráter dos vinhos de Colares. Junto ao mar, o encantamento está na ausência ou baixa intensidade das prevalentes ventanias de norte, mesmo nos dias em que, a sul da serra, a célebre nortada transforma os grãos de areia do Guincho em mini-projéteis.

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Baía dos Coxos
Mafra

Baía dos Coxos

Se há ondas em Portugal sobre as quais já se esgotaram todos os superlativos, são as da baía dos Dois Irmãos, em Ribamar, vulgarmente conhecida como Coxos por força da designação emprestada pela praia vizinha. Parte da Reserva Mundial de Surf da Ericeira — a primeira da Europa, consagrada em 2011 —, Coxos é um pointbreak de direitas em que a forma, a força e o enquadramento natural a alçam ao panteão das vagas de exceção à escala planetária. Sobre os afiados rochedos pejados de ouriços que emolduram este pequeno acidente geográfico, linhas de ondulação simétricas acompanham mecanicamente a configuração da costa, naquilo que os surfistas costumam caracterizar como perfeição. Dir-se-ia estarmos diante de um vinho cheio, de estrutura forte, muito caráter e equilibrado na sua complexidade.

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Praia de Santa Cruz
Torres Vedras

Praia de Santa Cruz

Diz-se que a consistência de um vinho revela a sua fiabilidade — o poder contar com ele, sem grandes margens para enganos. Assim são as ondas de Santa Cruz, conhecidas pela sua consistência, o que no léxico do surfe significa a presença quase permanente de ondas. De fato, mesmo quando ao longo da costa as ondulações escasseiam, no extenso areal que se estende da aldeia para norte, orlado por esplêndidas falésias e pontuado pelo imponente Penedo do Guincho, há sempre vagas dignas de serem apreciadas pelos amantes do deslize. A essa garantia deve-se a realização de um grande número de provas nacionais e internacionais, fazendo de Santa Cruz uma paragem incontornável no panorama do surfe.

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Praia da Peralta
Lourinhã

Praia da Peralta

Ninguém se lembraria de levar um surfista principiante a aventurar-se nas ondas que os profissionais genericamente definem como slabs. A expressão anglo-saxônica, traduzível por "laje", designa ondas que quebram sobre fundos de pedra muito rasos e súbitos, concentrando toda a energia das vagas de profundidade num curto espaço e formando tubos ocos, intensos e perigosos. A laje da Praia da Peralta, na freguesia da Atalaia, na Lourinhã, é destinada a especialistas e apreciadores das emoções fortes — um par condizente com a iguaria produzida na única região demarcada de aguardentes vínicas do país.

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Supertubos
Peniche

Supertubos

Supertubos foi a primeira das praias portuguesas a ser oficialmente rebatizada pelos surfistas. Curioso é que as ondas responsáveis por torná-la mundialmente famosa ocorram apenas num pequeno trecho do extenso areal da Praia do Medão Grande, a sul da península de Peniche. O que faz deste beachbreak objeto de cobiça generalizada são os tubos ocos, largos e velozes que quebram para ambos os lados, depois de as ondulações se erguerem em triângulos de desconcertante traço — e tão próximos da areia que a assistência consegue reparar na expressão de satisfação do surfista após uma onda bem-sucedida.

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Foz do Arelho
Caldas da Rainha

Foz do Arelho

Além de ser um dos trechos mais consistentes da costa portuguesa em termos de ondas, o areal que se estende dos Casais do Baleal até à Foz do Arelho é também dos mais belos do país, graças às falésias de curiosas formações que protegem as águas do oceano aberto diante desta deslumbrante praia de areia branca pontilhada por esparsos rochedos de pedra escura e xistosa. Apesar de, em alguns pontos, as habitações se localizarem junto à praia, os acessos fazem-se por longos caminhos de terra batida, desprovidos de estacionamento ou apoios, onde é sempre possível encontrar áreas isoladas. Pela sua posição e exposição, é uma excelente opção para os dias de vento sul, quando a boa formação das ondas fica prejudicada na maior parte do litoral.

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Praia do Norte
Nazaré

Praia do Norte

Não é exagero considerar a Praia do Norte o Everest do surfe. Em vários aspetos é possível traçar paralelos entre as mais altas ondas do planeta e o teto do mundo. Desde que o havaiano Garrett McNamara estabeleceu o recorde mundial para a maior onda surfada, em 2011 — recorde batido pelo brasileiro Rodrigo Koxa em 2018 —, a Nazaré tornou-se o derradeiro objetivo de todos os caçadores de ondas gigantes durante os meses de inverno no hemisfério norte.

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Memórias edificadas

Monumentos

A viagem pela história escreve-se através do tempo, e nela encontram-se construções que assinalam os períodos determinantes para a evolução do país e, em particular, da Região dos Vinhos de Lisboa. Castelos e mosteiros, palácios e conventos: cada um na sua arquitetura, do traço mais simples à minúcia do detalhe.

Eis o convite para percorrer a cronologia destes monumentos admiráveis, que emprestam a sua imponência à paisagem e convidam a refletir sobre os passados de um só território.

Mapa da Região de Lisboa com os pontos de Monumentos
No mapa da Região
Palácios de Sintra
Sintra

Palácios de Sintra

A primeira referência ao Palácio Nacional de Sintra, no coração da vila, remonta ao século X, pela pena do geógrafo árabe Al-Bakrî que, a par da magnífica coleção de azulejaria mudéjar, comprova o domínio muçulmano em Sintra nos primeiros séculos da era cristã. As sucessivas reinterpretações da sua arquitetura acompanham a narrativa do país — da amplitude do gótico ao estilo marcado por D. Manuel I, das dinastias afonsina à de Bragança —, deixando estórias nos mais íntimos cantos das salas dos Cisnes, das Pegas, dos Brasões, dos Archeiros, dos Árabes, nas câmaras do Ouro e de D. Afonso VI, e na cozinha cujas enormes chaminés são o ex-líbris da vila. Já no cimo da serra, o Palácio Nacional da Pena nasce da recuperação das ruínas do Real Mosteiro de Nossa Senhora da Pena, reerguido no século XIX sob a batuta do "Rei-Artista" D. Fernando II e da engenharia do barão Wilhelm Ludwig von Eschwege, numa sublime união de referências neoclássica, romântica, manuelina e mourisca.

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Palácio Nacional de Mafra
Mafra

Palácio Nacional de Mafra

É no coração da vila de Mafra que D. João V manda edificar esta faustosa obra, inaugurada a 22 de outubro de 1730, dia do seu aniversário. A construção do Palácio Nacional de Mafra, também conhecido por Real Convento de Mafra, assenta numa multiplicidade de materiais nobres — as pedras de Pêro Pinheiro e Montelavar e as madeiras vindas do Brasil — e numa lista de peças decorativas que inclui pinturas, 58 estátuas vindas de Itália e paramentos trazidos de Milão e de França. Entre as muitas dependências do convento, habitado pelos frades da Ordem de São Francisco, destaca-se a enfermaria setecentista do primeiro piso, forrada a azulejo, com camas viradas para o altar do fundo para que os enfermos assistissem à eucaristia, cozinha própria, botica e quarto para os enfermeiros. O paço real ocupa o último piso e a frente do palácio, com a Sala da Benção a separar o universo régio do mundo da corte, no centro de um corredor de 232 metros que une a ala do rei à ala da rainha.

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Convento de São Francisco
Alenquer

Convento de São Francisco

Os azulejos setecentistas do exterior da portaria do Convento de São Francisco, em Alenquer, representam a receção da infanta D. Sancha aos cinco mártires de Marrocos. Tudo começa em 1212, quando a filha de D. Sancho I, donatária desta vila às portas de Lisboa, abre as portas do seu paço real aos monges franciscanos da Ordem dos Frades Menores, fundada por São Francisco de Assis. Uma década mais tarde, D. Sancha funda o convento — a primeira obra construída em Portugal para esta comunidade. O crescimento do número de monges determina, em 1280, a edificação da Igreja de São Francisco, a mando de D. Beatriz de Gusmão, mulher de D. Afonso III, concluída no reinado do filho D. Dinis, no início do século XIV: um verdadeiro miradouro sobre a vila, reedificado com traço barroco após o terramoto de 1755.

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Mosteiro de Alcobaça
Alcobaça

Mosteiro de Alcobaça

Reza a lenda que a Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça decorre de uma promessa feita por D. Afonso Henriques em 1147. No cumprimento desse compromisso, o primeiro rei de Portugal consagra à Ordem de Cister, através de São Bernardo de Claraval, a fundação desta casa de culto numa extensão de quatrocentos e quarenta hectares entre a Serra dos Candeeiros e o Atlântico. Construído num vale fértil e rico em linhas de água, junto à confluência dos rios Alcoa e Baça, o mosteiro ergue-se em simultâneo com a plantação de vinha, feita a partir das varas trazidas pelos monges cistercienses da Borgonha. O saber empírico ligado à produção do vinho — a leitura dos solos e do clima — desenvolve-se em terras de Alcobaça, e a sua importância comprova-se nas mais de duas dezenas de lagares e dezoito adegas existentes, no século XVIII, nos coutos da abadia. O próprio vinho, imortalizado em narrativas de ilustres viajantes como o inglês William Beckford, era guardado na adega do mosteiro.

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Castelo de Óbidos
Óbidos

Castelo de Óbidos

Erguido no século IX pelos árabes, o Castelo de Óbidos passa, cerca de trezentos anos depois, para as mãos de D. Afonso Henriques aquando da reconquista do território. Parte da arquitetura original resistiu ao terramoto de 1755, nomeadamente duas janelas concebidas ao estilo manuelino, construídas durante o reinado de D. Manuel I no edifício dos antigos paços do alcaide, na ala norte. Toda esta parte do castelo ostenta detalhes artísticos preservados em portas e janelas, de onde se avista a torre de menagem, designada Torre de D. Fernando.

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Castelo de Porto de Mós
Porto de Mós

Castelo de Porto de Mós

Tomado por D. Afonso Henriques em 1148, o Castelo de Porto de Mós é objeto de um percurso arquitetónico fascinante. Após a reedificação no reinado de D. Sancho, é D. Afonso, 4.º conde de Ourém — conhecedor das artes e da arquitetura —, quem impulsiona, no século XV, a sua conversão em paço medieval. Os icónicos coruchéus, remates piramidais hoje revestidos a telhas de escama vidradas a verde, dispostos nas duas torres viradas a sudeste e sudoeste, são o ex-líbris desta cidade do distrito de Leiria. A singularidade do edifício, dominado pelo gótico tardio, é complementada pela loggia, a galeria abobadada cujo ponto de convergência ostenta vestígios de elementos heráldicos, e pela decoração vegetalista dos capitéis das colunas que suportam os arcos contracurvados do interior.

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Mosteiro da Batalha
Batalha

Mosteiro da Batalha

O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, mais conhecido por Mosteiro da Batalha, resulta da promessa de D. João I, Mestre de Avis, feita em 1385 aquando da célebre Batalha de Aljubarrota. Ao fim de dois anos, a casa de oração é erguida para celebrar a vitória face aos castelhanos e enfatizar o poder régio, com gestão entregue à Ordem Dominicana. O gótico está profusamente visível na imponente Igreja de Santa Maria da Vitória, cujo acesso se faz pelo pórtico de David Huguet, autor da Capela do Fundador e do traço original das Capelas Imperfeitas — também designadas Panteão de D. Duarte —, concluídas no reinado de D. Manuel I pelas mãos do arquiteto Mateus Fernandes.

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Castelo de Ourém
Ourém

Castelo de Ourém

Constituído por três torres quadrangulares, o Castelo de Ourém, no centro histórico da vila, é construído entre os séculos XII e XIII, no ponto mais alto. O seu apogeu ocorre no século XV, com a construção do Paço do Conde, a mando de D. Afonso, 4.º conde de Ourém. Os detalhes apontados como de influência italiana — resultantes das suas viagens pela atual Itália — refletem, uma vez mais, o conhecimento que D. Afonso adquiriu nos seus roteiros Europa afora.

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Castelo de Leiria
Leiria

Castelo de Leiria

Dizem que D. Afonso Henriques se preparava para reconquistar o Castelo de Leiria quando dois corvos alvoraçados pareciam aconselhar o primeiro rei de Portugal a invadir a fortaleza na manhã seguinte. Ao amanhecer, "o Conquistador" preparou a ofensiva e retomou o castelo com a ajuda dos seus homens — eis a lenda associada ao edifício erguido sobre o morro da cidade atravessada pelo rio Lis. Mandado construir em 1135 e marcado pelo estilo românico, o castelo reúne traços de relevo, como a torre de menagem em estilo gótico, iniciada no tempo de D. Dinis e concluída com D. Afonso IV — o mesmo D. Dinis responsável pela Igreja de Nossa Senhora da Pena, ampliada e enriquecida no reinado seguinte.

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Destinos preservados

Natureza

A natureza é património digno de registo em todo o território, entre as serras e o oceano Atlântico. A variedade de flora e fauna imprime uma riqueza firmada no belo. Selvagem ou romanticamente trabalhada pelas mãos do Homem, a paisagem prevalece na contemplação — e convida a demorar o passo.

Mapa da Região de Lisboa com os pontos de Natureza
No mapa da Região
Cabo da Roca e Serra de Sintra
Sintra

Cabo da Roca e Serra de Sintra

Ponto mais ocidental da Europa continental, o Cabo da Roca é conhecido como "Promontório da Lua", em alusão à "Serra da Lua", designação atribuída à enigmática Serra de Sintra. O farol, datado de 1772 e situado a 165 metros de altitude, foi o primeiro a ser construído de raiz e continua a desempenhar um importante papel na navegação. Sobre rochas escarpadas banhadas pelo Atlântico, as aves pelágicas são comuns — ganso-patola, falcão-peregrino, águia-de-Bonelli, coruja-das-torres, ferreirinha-serrana —, e a paisagem reúne madressilva, troviscos, canaviais, tojos, urzes e cravo-romano numa verdejante manta característica desta falésia edénica. Lá do alto, contempla-se a imensidão do mar até à linha do horizonte, onde o sol se deita todos os dias e onde, diz-se, é permitido formular um desejo secreto, com a promessa de regressar.

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Tapada Nacional de Mafra
Mafra

Tapada Nacional de Mafra

O contacto com a natureza é premissa estabelecida nesta floresta murada, onde o número de espécies arbóreas ultrapassa as duzentas. Manchas de sobreiros, carvalhos-portugueses, pinheiros-bravos e pinheiros-mansos, azinheiras, castanheiros e ulmeiros povoam a mata, enquanto plátanos, choupos e freixos proliferam junto às zonas ribeirinhas. Atravessada pela ribeira de Safarujo e repleta de nascentes, a Tapada é igualmente rica em fauna: gamos e veados co-habitam, os javalis passeiam as suas crias e raposas, sacarrabos, ginetos, corujas, bufos-reais, águias-cobreiras, tritões, salamandras e cágados completam a biodiversidade deste ecossistema de oitocentos e dezanove hectares, cercado por um muro de vinte e um quilômetros, a explorar por percursos pedestres, BTT, carro elétrico ou comboio.

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Canhão Cársico da Ota
Alenquer

Canhão Cársico da Ota

Ocupado desde o início do terceiro milénio antes de Cristo até ao período medieval, o Canhão Cársico da Ota foi descoberto em 1932 por Hipólito Cabaço, arqueólogo alenquerense que durante anos recolheu materiais deste espaço arqueológico a céu aberto, de grande valor histórico e natural. Objeto de investigação permanente, este vale estreito e empedrado do rio Ota, ladeado pela natureza, apresenta uma grandiosa estrutura murada com cerca de cento e setenta metros de altitude. Os vestígios comprovam a existência de um povoado pré-histórico com data registada de cinco mil anos.

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Arquipélago das Berlengas
Peniche

Arquipélago das Berlengas

Conhecer o mar "como a palma das mãos" é premissa maior para chegar a salvo ao arquipélago das Berlengas, em linha reta do cabo Carvoeiro, no concelho de Peniche. Berlenga, Estrelas e Farilhões-Forcadas são os três grupos de ilhas que compõem este ecossistema insular, repleto de encantos e privilégios singulares de fauna e flora. Na primavera a paisagem ganha cor graças às abundantes espécies de plantas, três delas endémicas — arméria-das-berlengas, herniária-das-berlengas e pulicária-das-berlengas. Os habitats protegidos acolhem aves marinhas nas suas rotas de migração, enquanto, no mar, peixes e invertebrados procuram proteção entre as rochas.

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Lagoa de Óbidos
Óbidos

Lagoa de Óbidos

A biodiversidade é a característica maior deste sistema lagunar costeiro. Com perto de sete quilômetros quadrados de área total, a Lagoa de Óbidos é formada por dois canais: o Braço da Barrosa, a este, habitat de curiosas espécies de aves como a garça-real, e o Braço do Bom Sucesso, a oeste. A concentração de aves é comum no inverno, na Foz do Arelho e na Foz do Rio Real, a norte, e na primavera na Poça do Vau, a sul.

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Reserva Natural do Paul da Tornada
Caldas da Rainha

Reserva Natural do Paul da Tornada

Até ao início do século XV esta terra era conhecida por Cornaga, mas quando D. Leonor se torna rainha de Portugal, em 1433, após a morte do marido D. Duarte — e até o herdeiro completar catorze anos, conforme constava em testamento —, passa a Caldas da Rainha. É aqui que se encontra a Reserva Natural do Paul da Tornada. Pequeno tesouro ideal para os apreciadores de observação de aves, feita a partir de dois pontos criados para o efeito, a reserva tem como envolvente uma zona húmida de vinte e cinco hectares, alagada em permanência e rodeada por floresta, que serve de habitat a aves migratórias.

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Gruta de Alvados
Porto de Mós

Gruta de Alvados

Antigo abrigo de pastores, a Gruta de Alvados — nome emprestado pela povoação onde se situa — começa a ser explorada em 1964, missão que resulta na sua abertura ao público em 1973. Ornamentada por estalactites, estalagmites e colunas, a gruta atinge uma altura interior máxima de noventa e cinco metros e caracteriza-se pela diversidade de formações em sucessivas salas e lagos, ao longo de trezentos e cinquenta metros de comprimento.

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Gruta de Santo António
Porto de Mós

Gruta de Santo António

Descoberta em 1955, a Gruta de Santo António só em 1972 passa a ser visitável — hiato no tempo que permitiu a abertura do túnel de acesso. Lá dentro encontra-se uma estalagmite de cinco metros de altura, o equivalente a cinco mil anos. A cavidade, composta por duas salas e com temperatura constante entre os dezasseis e os dezoito graus, está repleta de estalactites e estalagmites — formações calcárias originadas pelas gotas de chuva que se infiltram no solo — e de colunas, designação dada à junção de ambas.

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Roteiro · de carro ou de bicicleta

Estradas da costa atlântica

A cidade de Lisboa é ponto de partida de uma viagem desafiante. Com mar à vista, o itinerário segue pela Nacional 6 até à Boca do Inferno, em Cascais. À boleia da Nacional 247, junto à costa, há desvios que valem a pena — o Cabo da Roca, a Serra de Sintra, as praias entre Sintra e Mafra, a Aldeia-Museu José Franco, os passadiços da Foz do Arelho — até à praia Osso da Baleia, que marca a fronteira norte da Região. São sessenta e dois quilómetros de ciclovia e estradas costeiras que apelam aos sentidos pela mesma brisa marítima que dá frescura e salinidade aos vinhos.

Lugares no tempo

Museus & Cultura

Arquitetura, arte, história, religião: o quarteto que fundamenta a visita a espaços museológicos instalados em lugares carregados de simbolismo, com acervos dedicados a episódios ocorridos ao longo dos séculos. Há um vasto território a explorar em nome do conhecimento.

Mapa da Região de Lisboa com os pontos de Museus & Cultura
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Museu do Vinho e da Vinha
Loures

Museu do Vinho e da Vinha

Instalado em duas casas oitocentistas pertencentes a familiares de João Camilo Alves, grande impulsionador do vinho e da vinha na Região Demarcada de Bucelas, o Museu do Vinho e da Vinha foi inaugurado em 2013, em Bucelas. A mostra, composta por utensílios agrícolas outrora usados na cultura da vinha e na feitura do vinho, começa no mural representativo da casta Arinto — desde a sua origem mítica, que teria sido trazida pela Ordem de Cristo, até ao registo histórico das suas referências, da peça Henrique VI, de William Shakespeare, a uma passagem de Os Maias, de Eça de Queiroz, um dos maiores escritores do século XIX.

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Museu Damião de Góis
Alenquer

Museu Damião de Góis

Humanista e historiador, diplomata e cronista do reino, Damião de Góis é nome incontornável de Alenquer, onde nasce em 1502 — ano em que é batizado na Igreja de Santa Maria da Várzea, datada do século V. É precisamente neste espaço de culto que, quinhentos anos depois, em 2017, abre ao público o Museu Damião de Góis e das Vítimas da Inquisição, após obras de restauro fiéis à traça original.

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Centro de Interpretação das Linhas de Torres
Arruda dos Vinhos

Centro de Interpretação das Linhas de Torres

Os fortes de Loures e Mafra representam a primeira linha defensiva erguida no âmbito das Linhas de Torres; os de Arruda dos Vinhos, Sobral de Monte Agraço, Vila Franca de Xira e Torres Vedras, construídos na segunda fase das invasões francesas, formam a linha principal deste episódio histórico, contado em distintos formatos pelos centros de interpretação destes seis concelhos. A iniciativa assenta na recuperação e preservação do património arqueológico e arquitetónico de um sistema militar constituído por cento e cinquenta e dois fortes, desenvolvido entre 1807 e 1814 nas serranias da atual Região Demarcada dos Vinhos de Lisboa, a mando do general Arthur Wellesley, futuro duque de Wellington, com o objetivo de travar a passagem do exército francês rumo a Lisboa, com apoio das tropas inglesa e lusa.

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Real Fábrica do Gelo
Cadaval

Real Fábrica do Gelo

Guardião de pequenos tesouros, o concelho do Cadaval reúne um trio de lugares que, juntos, formam um roteiro pronto a explorar. O itinerário começa na Real Fábrica do Gelo, edificada em 1741 na Serra de Montejunto, onde o "fabrico" de gelo decorria entre os últimos dias de setembro e finais de fevereiro. A água era captada na casa da nora, contígua ao tanque principal, com capacidade para cento e cinquenta mil litros; atingido o limite, distribuía-se por gravidade por quarenta e quatro reservatórios rasos que, com as baixas temperaturas, favoreciam a passagem do estado líquido ao sólido. Formado o gelo, o guarda descia antes do nascer do sol à vizinha aldeia de Pragança — uma das mais altas do país — e o sopro de uma corneta bastava para acordar os neveiros, que subiam a pé a serra para partir o gelo, transportá-lo em cestos e armazená-lo no silo até ao verão.

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Faiança Bordallo Pinheiro
Caldas da Rainha

Faiança Bordallo Pinheiro

Desenhador e caricaturista, Rafael Bordallo Pinheiro ia frequentemente a banhos a Caldas da Rainha. Fervoroso conhecedor das artes, aprofundou o seu domínio do fabrico de peças de faiança e, em 1884, fundou a sua própria Fábrica de Faianças das Caldas, no prolongamento do emblemático Parque D. Carlos I, onde instalou o seu chalet de cortiça. Sem deixar a movida lisboeta, reuniu nas Caldas homens e mulheres de competência comprovada no universo da cerâmica, a quem entregava os destinos de cada um dos seus desenhos, ao mesmo tempo que estudava exaustivamente os pigmentos e criava uma paleta imensa de tonalidades. Abriu a fábrica a artistas, disponibilizou os seus mestres para formar jovens e fomentou os cursos de modelador e de formista.

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Centro de Visitas Atlantis
Alcobaça

Centro de Visitas Atlantis

A arte do cristal da Atlantis começa em 1972, em Alcobaça, na então Crisal – Cristais de Alcobaça. A expansão da marca determina, em 1985, a mudança para uma fábrica construída de raiz no Casal da Areia, freguesia de Alcobaça, onde a proximidade com matéria-prima de qualidade é fundamental para um fabrico que, recorrendo às técnicas mais avançadas, transforma a massa de vidro nas peças que dão nome à casa.

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Santuário de Fátima
Ourém

Santuário de Fátima

Os dias 13 de maio e 13 de outubro, assinalados pela procissão das velas, são marcantes no Santuário de Fátima, em Ourém, local de peregrinação de vários pontos do país e de além-fronteiras. Constituído por duas basílicas, pela Capela das Aparições — em alusão à aparição de Nossa Senhora — e pelo Monumento ao Sagrado Coração de Jesus, entre outros edifícios, tem na Basílica da Santíssima Trindade, inaugurada em 2007, um exemplo de modernidade arquitetónica assinado pelo arquiteto grego Alexandros Tombazis.

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Museu do Vidro
Marinha Grande

Museu do Vidro

A Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande abre as portas em 1748, na cidade homónima, com o irlandês John Beare. A decisão prende-se com a proximidade da matéria-prima: a areia rica em sílica, a barrilha — planta cujas cinzas entram na composição do vidro — e a madeira do pinhal de Leiria, indispensável para aquecer os fornos. A reviravolta chega pela mão dos irmãos Stephens, convidados em 1769 pelo marquês de Pombal para conduzirem o destino da unidade fabril.

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Centro de Diálogo Intercultural
Leiria

Centro de Diálogo Intercultural

A Igreja da Misericórdia, reerguida no século XVIII no centro de Leiria, é desde 2016 um espaço aberto às três principais religiões do mundo: cristianismo, islamismo e judaísmo. A tríade está representada em suportes luminosos inspirados em livros abertos, instalados em pontos estratégicos do interior, e, ao centro, uma instalação em forma de livro agrega esta trilogia de crenças em nome da convivência multicultural — ideia que está na origem do Centro de Diálogo Intercultural de Leiria.

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Vinho e território

Festividades

Festas, festivais, feiras e eventos são apanágio do território — a mostra transversal do trabalho contínuo de cada concelho, da agricultura à indústria, do receituário tradicional à cozinha contemporânea, das artes aos ofícios.

A Região dos Vinhos de Lisboa é uma agenda aberta, que nos convida a viver o território ao longo das quatro estações do ano.

Mapa da Região de Lisboa com os pontos de Festividades
No mapa da Região
Arinto & Sabores Saloios
Oeiras

Arinto & Sabores Saloios

Reunir os produtores da Região Demarcada de Bucelas, mostrar os seus vinhos e divulgar o potencial da sua casta rainha são as ações primordiais do Arinto & Sabores Saloios. O evento conta ainda com entidades do setor vitivinícola, que anualmente apresentam referências de Arinto de outros produtores dos Vinhos de Lisboa. A cortesia estende-se aos produtos da região saloia e ao receituário típico do território, disponível em pequenas tascas — excelente motivo para a harmonização vínica —, a par de conversas sobre vinho, teatro e música e de visitas guiadas ao Museu do Vinho e da Vinha, em Bucelas.

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Há Prova em Oeiras
Oeiras

Há Prova em Oeiras

Há Prova em Oeiras desde 2013, com o objetivo de mostrar ao vivo o famoso Vinho de Carcavelos, legado vitivinícola de Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal. Outrora produzido na antiga adega do próprio marquês, este vinho generoso é o ponto de partida para dar a conhecer outras referências de produtores da Região Demarcada dos Vinhos de Lisboa, entre as seculares paredes do Palácio do Marquês de Pombal, no coração da vila de Oeiras.

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Festival Alma do Vinho e Feira Quinhentista
Alenquer

Festival Alma do Vinho e Feira Quinhentista

A primeira edição do Festival Alma do Vinho acontece em 2017, no seguimento da programação Alenquer Terra da Vinha e do Vinho, criada em 2013 pela Câmara Municipal de Alenquer. O objetivo é fomentar, em setembro, o encontro de produtores de dentro e fora do concelho, num evento que reúne mais de uma centena de referências da Região de Lisboa. Além de darem a provar os seus vinhos, produtores e enólogos realizam provas comentadas, contribuindo para o conhecimento do público mais exigente.

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Carnaval de Torres Vedras
Torres Vedras

Carnaval de Torres Vedras

O Carnaval de Torres Vedras passa de uma comemoração espontânea, referenciada pela primeira vez em 1574, a festa organizada de rua em 1923, ano de estreia do rei do Carnaval; a rainha surge em 1924, sendo ambos homens — tradição sine qua non. O desafio à ordem social persiste na mesma década, com o aparecimento das matrafonas, homens que recorrem ao guarda-roupa feminino. A partir da década de 1980, o "carnaval mais português de Portugal" é assinalado com ousadia e recebe anualmente cerca de meio milhão de foliões, enquanto os carros alegóricos desfilam a sátira política e social pelas ruas. A folia toma conta da cidade de sexta a quarta-feira, com o ponto alto no Domingo Gordo, e termina com o enterro do Entrudo.

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Quinzena Gastronómica da Aguardente
Lourinhã

Quinzena Gastronómica da Aguardente

A única aguardente vínica do país com região demarcada exclusiva é o ingrediente protagonista deste evento, dinamizado desde 2012 pelo município da Lourinhã em parceria com os seus produtores. Todos os anos, em novembro, dezenas de restaurantes da Região Demarcada da Lourinhã participam nesta ação, reunindo nas suas cozinhas homens e mulheres de mão cheia.

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Festival Sabores do Mar
Peniche

Festival Sabores do Mar

Ao longo de dez dias, Peniche torna-se o epicentro da gastronomia ditada pela variedade de peixe e marisco. O que o mar dá e o pescador traz para terra assume distinção à mesa, graças à confeção à moda de Peniche — conservada na intemporalidade ou convertida em tendências atuais —, em caldeiradas, massadas, cataplanas, feijoadas, açordas ou arrozes que combinam com a frescura e a mineralidade características dos vinhos da Região de Lisboa. A missão dos restaurantes da cidade é perpetuar o Festival Sabores do Mar, iniciado em 2000.

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Festa das Adiafas e Vinho Leve
Cadaval

Festa das Adiafas e Vinho Leve

O final de cada campanha era, em tempos, assinalado pela Adiafa, a faustosa comemoração à mesa que os donos das propriedades vinhateiras ofereciam aos ranchos de pessoas que trabalhavam nas vindimas. Na década de 1950, a Associação de Bombeiros Voluntários do Cadaval organizou o Baile das Vindimas, evento que perdurou até à década de 1970. Cerca de vinte anos depois, o município recuperou a tradição, então chamada Adiafa das Vindimas, mas a ruralidade do concelho ditou, em 2002, a mudança para Festa das Adiafas. Além de celebrar o término das vindimas e a apanha da pera Rocha, a festa passou a acompanhar, no mesmo ano, o Festival Nacional do Vinho Leve, que em 2011 integrou na sua programação o Concurso de Vinhos Leves da Região de Lisboa.

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Festival do Vinho Português
Cadaval

Festival do Vinho Português

O Festival do Vinho Português remonta a 1960, com a iniciativa então denominada Exposição do Vinho Português. Salvador Carvalho dos Santos, então presidente da Câmara Municipal do Bombarral, foi o responsável pelo arranque desta ação sugerida pelo jornalista lisboeta Américo Faria. O pórtico de entrada — o primeiro e único até hoje, com os ajustes ditados pela evolução dos tempos — dá acesso aos locais das atividades, e a enorme adesão de visitantes, com repercussão nacional, tornou o Bombarral o centro da vitivinicultura do país.

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Feira Internacional do Chocolate
Óbidos

Feira Internacional do Chocolate

Vestida a rigor, a vila de Óbidos estreia em 2002 a sua Feira Internacional do Chocolate, evento interativo que ganha forma no limiar do cinematográfico. As cozinhas abertas e os desafios constantes entre os cozinheiros mais habilidosos preenchem a curiosidade dos visitantes, ávidos pela experiência talhada pela minúcia de verdadeiros mestres. À contemplação acrescenta-se a exibição de suportes artísticos — vídeos, pósteres, fotografias e filmes alusivos ao ingrediente principal —, e a arte de aprender a técnica e o rigor científico do chocolate é extensível a todos.

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Mostra de Doces e Licores Conventuais
Alcobaça

Mostra de Doces e Licores Conventuais

A primeira edição data de 1999 e tem como palco o enorme largo em frente ao Mosteiro de Alcobaça. Com o tempo, vários foram os locais adaptados para acolher o evento, até que, em 2006, a Mostra Internacional de Doces e Licores Conventuais fixou residência no interior do mosteiro cisterciense. Organizada pela Câmara Municipal de Alcobaça desde o primeiro momento, a iniciativa exibe o receituário dos monges do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça e das monjas do vizinho Mosteiro de Santa Maria de Coz — ambos da Ordem de Cister, que ao longo de oitocentos anos na região reuniu um incalculável número de fórmulas culinárias.

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E para beber a região

Do passeio ao copo