Ocupado desde o início do terceiro milénio antes de Cristo até ao período medieval, o Canhão Cársico da Ota foi descoberto em 1932 por Hipólito Cabaço, arqueólogo alenquerense que durante anos recolheu materiais deste espaço arqueológico a céu aberto, de grande valor histórico e natural. Objeto de investigação permanente, este vale estreito e empedrado do rio Ota, ladeado pela natureza, apresenta uma grandiosa estrutura murada com cerca de cento e setenta metros de altitude. Os vestígios comprovam a existência de um povoado pré-histórico com data registada de cinco mil anos.
Com uma extensão entre dois e três quilômetros, o canhão localiza-se entre a freguesia da Ota e a união de freguesias da Abrigada e Cabanas de Torres, no concelho de Alenquer, orientado de sudeste para nordeste. A sua exploração faz-se através de passeios pedestres que exigem prudência e, simultaneamente, tempo para a contemplação absoluta deste fenômeno natural.





