Denominação de Origem · Região de Lisboa

Torres Vedras

Brancos frescos e aromáticos, num dos maiores territórios vitícolas de Portugal.

Castas dominantes Arinto · Fernão Pires · Castelão · Tinta Miúda
Produtores 11

Terra de brancos frescos

Seguimos viagem até Torres Vedras, o segundo destino da nossa descoberta pela Região de Lisboa. Este município da região Oeste é um dos maiores produtores de vinho de todo o país.

Os vinhos que aqui nascem distinguem-se pelos aromas muito frutados, pela excelente acidez e por uma notável capacidade de envelhecimento. São verdadeiros néctares, e a sua fama explica-se pela frescura da influência atlântica e pela diversidade do clima, dos solos e das castas.

Mas não se trata apenas de uma terra de vinhas e vinhos: há muito património histórico-cultural para descobrir entre uma prova e outra — razão de sobra para abrandar o passo.

Por cá visitámos a Adega Mãe e a Quinta da Boa Esperança.

A Denominação

Do lado poente da Serra de Montejunto, encostas e vales torneiam a paisagem serpenteante de vinhedos da DOP Torres Vedras. Outrora palco das invasões francesas — parte dos vestígios compõem as célebres Linhas de Torres —, a serra forma uma barreira natural à brisa marítima, que cresce em direção à costa e gera as brumas típicas da região, com o rocio da manhã a pousar gotas de água nas folhas das videiras.

O mesmo vento que traz ar fresco e humidade do mar dissipa-os nas tardes soalheiras, protegendo as plantas e convidando ao mergulho nas praias e enseadas da costa. Os atributos deste terroir foram exaltados pelas tropas inglesas de Arthur Wellesley, o general Wellington, ele próprio grande apreciador; e As Aventuras do Brigadeiro Gerard, de Sir Arthur Conan Doyle (1903), descrevem primorosamente este território.

Os tintos aromáticos mostram taninos na conta certa, marca da sua personalidade, enquanto os brancos se reconhecem pelo perfil fresco e aromático. Ambos partilham a salinidade das uvas vindimadas junto à costa atlântica, banhada por ondas de reconhecido sucesso além-fronteiras.

Mapa localizador da DOC Torres Vedras na Região de Lisboa
Localização na Região Demarcada de Lisboa
Prato do chef Miguel Laffan
À mesa com o chef

Miguel Laffan

Caril de lagostins braseados no carvão, chutney de líchias

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Quem faz o vinho

Produtores de Torres Vedras

Adega Cooperativa de Dois Portos

Cooperativa fundada em 1960 num vale entre serras, onde 550 hectares de vinha amadurecem devagar e dão origem à premium Monte Judeu.

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Adega Cooperativa de São Mamede da Ventosa

Cooperativa fundada em 1956 a poente de Montejunto, reúne quase toda a região e produz hoje vinte milhões de litros, com forte aposta nas castas tintas.

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Adega de Carvoeira

Cooperativa de 1957 junto à Serra de Montejunto, reúne 900 hectares dos dois lados da serra e prova-se hoje num antigo balão de cimento restaurado.

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AdegaMãe

Adega de arquitetura contemporânea em Ventosa, homenagem da família Alves à matriarca, hoje também destino gastronómico com vista sobre o mar de vinhas.

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Bonifácio Wines

De vinho a granel nas tascas de Lisboa em 1930 a quatro gerações de família, a Bonifácio Wines aposta hoje na gama premium Património.

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Companhia Agrícola do Sanguinhal

Fundada em 1926 por Abel Pereira da Fonseca, reúne três quintas históricas entre Bombarral e Torres Vedras, com casa-museu, sala das prensas e enoturismo.

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João Melícias

Enólogo e respeitado conhecedor do terroir de Lisboa, João Melícias retomou o legado familiar em São Domingos de Carmões com a marca Fonte das Moças.

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Quinta da Almiara

Em Ventosa, três gerações da família Constantino converteram o negócio do bacalhau em 160 hectares de vinha e numa adega aberta ao enoturismo.

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Quinta da Boa Esperança

Na Zibreira, entre Montejunto e o Atlântico, Artur Gama e Eva Moura Guedes fazem vinhos 'à mão', monovarietais que assumem a marca Atlantic Coast Wine.

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Quinta da Casaboa

Em Runa, sobre uma quinta com raízes no tempo do Marquês de Pombal, três gerações fazem vinhos 'positivamente inesperados' de castas portuguesas.

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Quinta da Folgorosa

Quinta de Dois Portos documentada desde 1711, hoje renascida pela mão de um entusiasta sueco, faz vinho de quinta com a menor intervenção possível.

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O que visitar

Para além do copo, em Torres Vedras

Praias & Ondas
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Continue a explorar

As outras denominações