Memórias edificadas · Porto de Mós

Castelo de Porto de Mós

Tomado por D. Afonso Henriques em 1148, o Castelo de Porto de Mós é objeto de um percurso arquitetónico fascinante. Após a reedificação no reinado de D. Sancho, é D. Afonso, 4.º conde de Ourém — conhecedor das artes e da arquitetura —, quem impulsiona, no século XV, a sua conversão em paço medieval. Os icónicos coruchéus, remates piramidais hoje revestidos a telhas de escama vidradas a verde, dispostos nas duas torres viradas a sudeste e sudoeste, são o ex-líbris desta cidade do distrito de Leiria. A singularidade do edifício, dominado pelo gótico tardio, é complementada pela loggia, a galeria abobadada cujo ponto de convergência ostenta vestígios de elementos heráldicos, e pela decoração vegetalista dos capitéis das colunas que suportam os arcos contracurvados do interior.

O belo surge também nas colunas e capitéis do pátio interior, vestígios vivos da influência da arquitetura italiana em D. Afonso. Este mesmo espaço a céu aberto dá acesso a um conjunto de compartimentos da era mourisca que acolhem exposições temporárias e uma mostra permanente de achados arqueológicos do castelo. Por cima, é possível visitar as torres e a loggia, de onde se avista o casario da vila de Porto de Mós e as Serras de Aire e Candeeiros.

Castelo de Porto de Mós — Porto de Mós
Castelo de Porto de Mós — Porto de Mós