Destinos preservados · Sintra

Cabo da Roca e Serra de Sintra

Ponto mais ocidental da Europa continental, o Cabo da Roca é conhecido como "Promontório da Lua", em alusão à "Serra da Lua", designação atribuída à enigmática Serra de Sintra. O farol, datado de 1772 e situado a 165 metros de altitude, foi o primeiro a ser construído de raiz e continua a desempenhar um importante papel na navegação. Sobre rochas escarpadas banhadas pelo Atlântico, as aves pelágicas são comuns — ganso-patola, falcão-peregrino, águia-de-Bonelli, coruja-das-torres, ferreirinha-serrana —, e a paisagem reúne madressilva, troviscos, canaviais, tojos, urzes e cravo-romano numa verdejante manta característica desta falésia edénica. Lá do alto, contempla-se a imensidão do mar até à linha do horizonte, onde o sol se deita todos os dias e onde, diz-se, é permitido formular um desejo secreto, com a promessa de regressar.

A poética Serra de Sintra, onde "o inverno vai passar o verão", foi em tempos imemoráveis uma floresta de carvalhos, mais tarde reduzida a um lugar quase inóspito, guardado pelo medieval Castelo dos Mouros, do século X, e pelo Convento dos Capuchos, do século XVI. O arvoredo escasso renasce em pleno século XIX, graças à imensidão de árvores trazidas de outras latitudes, formando a densa floresta que é hoje o "pulmão" da vila. Mais de uma dezena de percursos pedestres revelam cerca de mil espécies de plantas e duas centenas de animais, entre aves, mamíferos, invertebrados, répteis e batráquios. Impõem-se ainda as paragens no Parque Nacional da Pena, junto ao romântico Chalet d'Edla e ao majestoso Palácio Nacional da Pena, e as visitas aos jardins luxuriantes do Parque e Palácio de Monserrate e à misteriosa Quinta da Regaleira.

Cabo da Roca e Serra de Sintra — Sintra