O contacto com a natureza é premissa estabelecida nesta floresta murada, onde o número de espécies arbóreas ultrapassa as duzentas. Manchas de sobreiros, carvalhos-portugueses, pinheiros-bravos e pinheiros-mansos, azinheiras, castanheiros e ulmeiros povoam a mata, enquanto plátanos, choupos e freixos proliferam junto às zonas ribeirinhas. Atravessada pela ribeira de Safarujo e repleta de nascentes, a Tapada é igualmente rica em fauna: gamos e veados co-habitam, os javalis passeiam as suas crias e raposas, sacarrabos, ginetos, corujas, bufos-reais, águias-cobreiras, tritões, salamandras e cágados completam a biodiversidade deste ecossistema de oitocentos e dezanove hectares, cercado por um muro de vinte e um quilômetros, a explorar por percursos pedestres, BTT, carro elétrico ou comboio.
Originalmente designada Real Tapada de Mafra, foi constituída pelo rei D. João V em 1747 e anexada ao Palácio Nacional de Mafra, sendo então muito frequentada pelos membros da realeza amantes da caça — atividade cuja importância o Pavilhão de Caça do rei D. Carlos, edificado em 1896, comprova. Já sob o nome de Tapada Nacional de Mafra, atribuído com a implantação da República, é construída na década de 1940 a chamada Casa de Hóspedes, alojamento disponível para quem desejar desfrutar deste paraíso por mais tempo.





