Os fortes de Loures e Mafra representam a primeira linha defensiva erguida no âmbito das Linhas de Torres; os de Arruda dos Vinhos, Sobral de Monte Agraço, Vila Franca de Xira e Torres Vedras, construídos na segunda fase das invasões francesas, formam a linha principal deste episódio histórico, contado em distintos formatos pelos centros de interpretação destes seis concelhos. A iniciativa assenta na recuperação e preservação do património arqueológico e arquitetónico de um sistema militar constituído por cento e cinquenta e dois fortes, desenvolvido entre 1807 e 1814 nas serranias da atual Região Demarcada dos Vinhos de Lisboa, a mando do general Arthur Wellesley, futuro duque de Wellington, com o objetivo de travar a passagem do exército francês rumo a Lisboa, com apoio das tropas inglesa e lusa.
O itinerário contempla o Museu do Vinho e da Vinha, em Bucelas; a Casa do Risco e a Serra do Socorro, em Mafra; o Centro Cultural Morgado e os fortes do Cego e da Carvalha, em Arruda dos Vinhos; o Centro de Interpretação das Linhas de Torres e o Forte de Alqueidão, em Sobral de Monte Agraço; o Forte da Casa, em Vila Franca de Xira; e o Forte de São Vicente, em Torres Vedras — seculares núcleos de ação militar, dos quais 114 são monumento nacional desde 2018. A este alinhamento soma-se o Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro, na Lourinhã, com vista privilegiada sobre o local do confronto e uma narrativa que vai da Tomada da Bastilha às consequências políticas e sociais da Guerra Peninsular em Portugal.





