O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, mais conhecido por Mosteiro da Batalha, resulta da promessa de D. João I, Mestre de Avis, feita em 1385 aquando da célebre Batalha de Aljubarrota. Ao fim de dois anos, a casa de oração é erguida para celebrar a vitória face aos castelhanos e enfatizar o poder régio, com gestão entregue à Ordem Dominicana. O gótico está profusamente visível na imponente Igreja de Santa Maria da Vitória, cujo acesso se faz pelo pórtico de David Huguet, autor da Capela do Fundador e do traço original das Capelas Imperfeitas — também designadas Panteão de D. Duarte —, concluídas no reinado de D. Manuel I pelas mãos do arquiteto Mateus Fernandes.
Os dois claustros integram a expansão deste monumento nacional; segundo o esboço passado a papel em 1788 pelo irlandês James Murphy, o Claustro Afonso V incluía também as dependências ligadas ao sustento da comunidade religiosa. E porque o vinho é tema central deste livro, vale lembrar que esta bebida, embora então mais suave do que a atual, era aqui guardada e consumida com regra escrupulosa pelos frades — havendo, dentro do perímetro da antiga cerca do mosteiro, vestígios associados ao seu fabrico. Notável obra de esmero, mesmo nas Capelas Imperfeitas, a Batalha foi classificada Património da Humanidade pela UNESCO em 1983 e reconhecida como Panteão Nacional em maio de 2016.





