Entre vales encantados
Reconhecida desde tempos idos por histórias de bruxas e vales encantados, Arruda recebeu-nos com um cenário bucólico: colinas soalheiras de onde brotam cursos de água, com ótima exposição ao sol.
A influência atlântica que ainda se faz sentir, somada às horas de sol e à proximidade do rio Tejo, faz deste terroir um lugar de eleição para maturações equilibradas — tanto nos vales mais quentes como nas encostas mais altas e frescas.
Arruda foi afirmando a sua reputação com vinhos singulares, robustos e intensos — características que lhes dão uma especial vocação gastronómica.
Antes de seguir viagem, vale a pena parar, abrir um vinho de Arruda e servi-lo devagar, acompanhado de outra preciosidade local: as Bruxas da Arruda, o doce típico. Foi assim, sem pressa, que conhecemos a Quinta de São Sebastião e o Monte Bluna.
A Denominação
A história de Arruda dos Vinhos lê-se nas suas composições montanhosas onduladas e nos vinhedos de encostas privilegiadas pela exposição solar — presença vínica abundante desde a época dos romanos, comprovada pelas estradas em pedra ainda existentes.
A norte de Bucelas, o seu legado chega até hoje pela antiga rota dos vinhos, que teve em Arruda local privilegiado, e foi determinante para a criação da Região Demarcada de Arruda, em 1993. Na paisagem pontilhada por moinhos de vento, as vinhas beneficiam da influência atlântica e do rio Tejo, das oscilações de temperatura, humidade e ventos.
São atributos sobretudo favoráveis às castas tintas, que resultam em vinhos singulares, robustos e intensos, para guardar — e que pedem um compasso de espera depois de abertos, para se desfrutarem com calma. A qualidade das uvas de Arruda prova-se na procura constante: são fervorosamente disputadas pelos produtores da Região de Lisboa.