Denominação de Origem · Região de Lisboa

Lourinhã

Uma das três únicas regiões do mundo dedicadas à aguardente vínica — ao lado de Cognac e Armagnac.

Castas dominantes Vital · Fernão Pires
Produtores 2

No mundo das aguardentes

Sabia que, durante mais de 200 anos, as aguardentes da Lourinhã foram usadas pelas melhores casas do Vinho do Porto para fortificar os vinhos durienses? Foi com essa história às costas que chegámos à Lourinhã.

Só em 1992 foi criada a Região Demarcada para Aguardente Vínica de Qualidade com Denominação de Origem Controlada. Desde então, a Lourinhã é uma das três únicas regiões demarcadas de aguardente vínica do mundo — as outras duas são as francesas Cognac e Armagnac.

É também uma das zonas mais frescas e de maior influência atlântica de toda a Região de Lisboa, o que cria as condições ideais para vinhos de baixo teor alcoólico e acidez elevada.

E há mais para ver: aqui viaja-se no tempo até à época dos dinossauros e misturam-se paisagens de campo com praias de beleza ímpar, banhadas pelo Atlântico. Foi nesta companhia que conhecemos a Adega Cooperativa da Lourinhã e a Adega d’Arrocha.

A Denominação

Na década de 1970, Pedro Belchior, investigador na antiga Estação Vitivinícola Nacional (atual INIAV, em Dois Portos), estuda o envelhecimento da aguardente, comparando madeiras de castanheiro e de carvalho e analisando ao pormenor a tosta das barricas. O objetivo: encontrar as castas, o vinho e o método de destilação ideais. O trabalho, com Estrela Carvalho e o engenheiro João Baptista da Adega Cooperativa da Lourinhã, resulta na criação da Região Demarcada da Lourinhã que, a 7 de março de 1992, é decretada região de produção exclusiva de aguardente.

As uvas têm de provir da área da Região — o concelho da Lourinhã e freguesias de Peniche, Óbidos, Bombarral e Torres Vedras. A qualidade começa na vinha e na seleção de castas que dão vinhos de boa acidez e aroma e baixa graduação, condições necessárias à excelência.

Produzido o vinho, destila-se em coluna de cobre (sistema contínuo) ou em alambique de cobre (descontínuo). A aguardente cumpre depois um estágio obrigatório, só na região e exclusivamente em barris de carvalho e castanho até oitocentos litros, para um perfil cheio de personalidade, complexidade e intensidade. Como as ondas das praias vizinhas, esta obra-prima pede tempo — e, sendo a produção diminuta, é disputada por apreciadores exigentes.

Mapa localizador da DOC Lourinhã na Região de Lisboa
Localização na Região Demarcada de Lisboa
Prato do chef António Alexandre
À mesa com o chef

António Alexandre

Xis-O, um rol de aromas e texturas

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O que visitar

Para além do copo, em Lourinhã

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