Considerada o melhor pointbreak da Região de Lisboa — aquela onda que quebra sobre fundo de pedra e acompanha o contorno da costa em posição quase perpendicular —, Santo Amaro carrega uma história que vai muito além do surfe. Em 2002 foi palco da maior conquista ambiental do surfe português: apoiados pelo grupo SOS Surf, os surfistas reverteram a construção de um pontão que condenaria a existência da onda. Apesar dos danos causados pelo enrocamento, depois removido, a onda que muitos passaram a chamar de Santo "Amado" permanece como uma das mais dinâmicas e magníficas da linha do Estoril, espaço de eleição tanto para praticar quanto para observar alguns dos melhores surfistas do país.
Protegida pela ponta de São Gião, onde assenta o forte de São Julião da Barra, Santo Amaro precisa de grandes ondulações para começar a se formar — e, quando isso acontece, as emoções estão garantidas. A sua exposição particular ao vento e às ondulações faz dela uma das únicas ondas portuguesas ao abrigo das tempestades do quadrante oeste, o que a torna ainda mais procurada, disputada e amada.





