A Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande abre as portas em 1748, na cidade homónima, com o irlandês John Beare. A decisão prende-se com a proximidade da matéria-prima: a areia rica em sílica, a barrilha — planta cujas cinzas entram na composição do vidro — e a madeira do pinhal de Leiria, indispensável para aquecer os fornos. A reviravolta chega pela mão dos irmãos Stephens, convidados em 1769 pelo marquês de Pombal para conduzirem o destino da unidade fabril.
Após a morte de ambos, o fabrico acompanha a evolução das técnicas, mas o seu auge acontece nas décadas de 1950 e 1960, na Fábrica Escola Irmãos Stephens, com a criação de coleções exclusivas e arrojadas de artistas e designers. Todo o acervo iniciado no século XVIII está hoje no Museu do Vidro, instalado na residência dos irmãos Stephens — palácio recuperado, de traça original, no Parque da Cerca —, prova viva da tradição vidreira intemporal da Marinha Grande.





