Denominação de Origem · Região de Lisboa

Óbidos

Vila medieval e anfiteatro natural aberto ao Atlântico — brancos frescos e espumantes elegantes.

Castas dominantes Arinto · Vital · Fernão Pires · Tinta Miúda
Produtores 9

A vila medieval e as suas vinhas

Poucos lugares recebem uma viagem como Óbidos, uma das vilas medievais mais bonitas de Portugal, de herança real e ruas que pedem demora.

Das faldas da serra de Montejunto até Óbidos, a vinha desenha um anfiteatro natural exposto ao Atlântico. O clima ameno, de verões frescos, permite uma maturação lenta e gradual — e isso sente-se no copo: tintos elegantes e, sobretudo, brancos e espumantes de grande frescura e equilíbrio, com aromas cítricos.

É aqui que a rara casta Vital exprime toda a sua complexidade e tipicidade, tanto em quintas seculares como em projetos emergentes.

Quem visita não deve perder as festas da região: a festa do vinho de Óbidos, o Festival do Vinho e da Pêra Rocha, no Bombarral, e as Adiafas, no Cadaval, com o frutado Vinho Leve de Lisboa. Conhecemos por aqui a Quinta do Sanguinhal e a Quinta do Gradil.

A Denominação

O roteiro pelo interior prossegue até à vila medieval que dá nome à Região Demarcada de Óbidos, instituída em 2004. A noroeste da Serra de Montejunto, miradouro perfeito para o vinhedo partilhado com os pomares de pera Rocha e coroado pelo seu castelo, Óbidos é ponto de partida para um roteiro vínico diversificado, muito apreciado dentro e fora de portas.

O clima ameno, dominado pela bruma matinal nas serranias, favorece a maturação gradual das uvas e a produção do Vinho Leve Lisboa, frutado e fresco — designação criada pelo seu baixo teor alcoólico e motivo de festa no Cadaval. A frescura é transversal aos brancos e espumantes feitos de castas vindimadas em quintas seculares e propriedades renascidas, enquanto os tintos exaltam a sua grande elegância. A degustação é o ponto alto do Festival do Vinho Português, a par da Feira Nacional da Pera Rocha, no Bombarral.

Mapa localizador da DOC Óbidos na Região de Lisboa
Localização na Região Demarcada de Lisboa
Prato do chef Sancho Esteves
À mesa com o chef

Sancho Esteves

Wellington de cabrito com texturas de pera Rocha e legumes baby

Ver a receita e a harmonização →

Quem faz o vinho

Produtores de Óbidos

Adega Cooperativa do Cadaval

Fundada em 1963, a cooperativa do Cadaval reúne centenas de viticultores e 650 hectares entre o mar e a serra, do Vinho Leve aos espumantes de Óbidos.

Conhecer →

Adega da Vermelha

Cooperativa de mil e quatrocentos hectares no Cadaval, com a marca-âncora Mundus e uma gama reserva pensada para elevar a qualidade do Leve Lisboa.

Conhecer →

Casa Agrícola Nicolau

Em Adão Lobo, a família Nicolau transformou uvas de mesa Moscatel Graúdo no Solar da Marquesa, hoje um Leve Lisboa nascido do acaso e do microclima.

Conhecer →

Casa Romana Vini

Na Quinta do Porto Nogueira, junto a uma ponte romana, António Barreira faz vinhos biológicos e edições de vinha única, com enoturismo de potencial raro.

Conhecer →

Quinta do Gradil

Doada por D. João II em 1492 e ligada ao marquês de Pombal, a Quinta do Gradil alia 700 anos de vindimas a um palácio recuperado e a um enoturismo de eleição.

Conhecer →

Quinta Várzea da Pedra

No Bombarral, os irmãos Emídio trabalham 14 hectares com castas antigas e intervenção mínima, em vinhos D.O. Óbidos de frescura atlântica.

Conhecer →

Rodrigo Martins

Entre Alcobaça e Óbidos, Rodrigo Martins faz vinhos do projeto Espera com castas portuguesas, solos argilocalcários e o tempo como ingrediente.

Conhecer →

Vale Zias

No Cercal, Manuel Arsénio preserva uma herança familiar em seis hectares de vinha, com tintos de lagar e brancos frescos sob a marca Vale Zias.

Conhecer →

Vinhos Cortém

Junto às Caldas da Rainha, Christopher Price e Helga Wagner fazem vinhos biológicos e orange wine de intervenção mínima, com rótulos que são obras de arte.

Conhecer →