Os dias 13 de maio e 13 de outubro, assinalados pela procissão das velas, são marcantes no Santuário de Fátima, em Ourém, local de peregrinação de vários pontos do país e de além-fronteiras. Constituído por duas basílicas, pela Capela das Aparições — em alusão à aparição de Nossa Senhora — e pelo Monumento ao Sagrado Coração de Jesus, entre outros edifícios, tem na Basílica da Santíssima Trindade, inaugurada em 2007, um exemplo de modernidade arquitetónica assinado pelo arquiteto grego Alexandros Tombazis.
O Santuário é, na verdade, uma imensa ode às artes: o português Pedro Calapez contribui com a eloquência da porta principal, em bronze e com oito metros de altura; os azulejos da Galilé dos Apóstolos resultam da singularidade do arquiteto Siza Vieira; e a Cruz Alta, em bronze e com trinta e quatro metros, exposta no exterior, é concebida pelo reconhecido escultor alemão Robert Schad. Um fundamento que congrega, num só lugar, a visita artística e arquitetónica ao culto religioso.





