Denominação de Origem · Região de Lisboa

Colares

Vinhas de pé franco sobre a areia atlântica de Sintra — as castas Ramisco e Malvasia, património vivo.

Castas dominantes Ramisco · Malvasia
Produtores 4

Vinhas sobre a areia

Colares ergue-se sobre duas colinas, na emblemática serra de Sintra. Demarcada desde 1908, tem as vinhas mesmo junto ao mar, expostas a ventos marítimos fortes e protegidas por paliçadas de canas — uma paisagem vinícola de carácter único.

Aqui produzem-se vinhos das castas autóctones Malvasia (branco) e Ramisco (tinto), plantadas de pé franco em chão de areia. Foram das únicas vinhas que resistiram por cá à filoxera, no século XIX. A Malvasia dá brancos de cor citrina, de perfume fresco, sabor a fruta e mineralidade surpreendente; a Ramisco dá tintos de estrutura e taninos marcados, que amaciam e ganham aroma extraordinário com o estágio.

É a região demarcada mais pequena do país — de produção limitada e reconhecimento internacional. Vinhos distintos, de alta qualidade e grande vocação gastronómica, que merecem ser provados. Foi com esse espírito que conhecemos a Adega Regional de Colares e a Adega Viúva Gomes.

A Denominação

Na ponta mais ocidental de Portugal continental, entre a Serra de Sintra e o Atlântico, a Região Demarcada de Colares (1908) preserva um património vitivinícola imemorial. Abrange só três freguesias de Sintra — Colares, São Martinho e São João das Lampas — e é a mais pequena do país: cerca de quinze hectares de vinha, 80% plantada em areia, a única a resistir à filoxera que devastou as vinhas europeias.

O segredo está nos bacelos plantados diretamente no solo: escavam-se valas nas dunas, planta-se a videira e cobre-se o sulco com areia, deixando parte da vara à superfície — gesto repetido à medida que a planta cresce, que dá o nome “chão de areia”. Na fase do “pintor” colocam-se pequenos tutores de madeira para evitar o contacto dos cachos com a areia quente e deixar o vento secar a humidade das neblinas.

Erguem-se ainda as típicas paliçadas de canas secas, para proteger a vinha dos ventos agrestes do mar. Dessa robustez nascem o tinto Ramisco e a branca Malvasia — salinidade e persistência que dão a intemporalidade do vinho de Colares. As restantes parcelas plantam-se em “chão rijo” (solos argilocalcários), num máximo de vinte por cento, como manda a lei da Região.

Mapa localizador da DOC Colares na Região de Lisboa
Localização na Região Demarcada de Lisboa
Prato do chef Pedro Mendes
À mesa com o chef

Pedro Mendes

Lombinho de borrego, pó de trufa e legumes saloios

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