Produtor · DOC Óbidos

Vale Zias

Cercal, Cadaval

Denominação Óbidos

Desde a infância que a palavra “vindima” faz parte do léxico de Manuel Arsénio. “Vinho”, também — e com elas todo um vocabulário que se usa ao longo do ano, na vinha e, mais tarde, na adega. A ligação vem do tempo dos avós maternos e paternos, produtores de vinho então vendido em cascos de madeira a armazenistas, que o engarrafavam e revendiam.

Formado em Engenharia Agro-Alimentar pela Escola Superior Agrária de Santarém, com especialidade em enologia, Manuel Arsénio constitui em 2005 a Sociedade Fazendas da Estremadura, firmada na continuidade de uma herança que quer ver preservada. No mesmo ano estreia o vinho engarrafado deste negócio familiar, sob a marca Vale Zias. As uvas saem de seis hectares de vinha dispersos por várias parcelas no Cercal e arredores — uma delas implantada na paisagem protegida da Serra de Montejunto —, em solos franco-arenosos com escassez de argila, onde a maturação difere conforme a localização do terreno.

Em tempo de vindima, as uvas seguem para a adega, edifício dos anos 1950 integrado no pequeno aglomerado de casas da Fazendas da Estremadura. As castas são vinificadas separadamente, segundo a vinha de origem, e os métodos tradicionais marcam presença — caso dos lagares usados na fermentação das tintas, que representam oitenta por cento da produção da casa. As cubas de inox, com tecnologia moderna, ficam reservadas ao branco, que integra o portefólio desde 2018. Nesse ano, Manuel Arsénio recuperou o espaço contíguo à adega, investiu em novo equipamento e renovou a imagem dos rótulos.

“A enologia é apaixonante, é dinâmica. A primeira condição para fazer bons vinhos é ter ótimas uvas e, depois, é intervir com equilíbrio e bom senso na adega, para obter o que de melhor a uva tem, respeitando sempre a matéria-prima.” — Manuel Arsénio

Vale Zias — fotografia 1
Vale Zias — fotografia 2
Vale Zias — fotografia 3
Vale Zias — fotografia 4