Produtor · DOC Torres Vedras

Quinta da Folgorosa

Dois Portos, Torres Vedras

Denominação Torres Vedras

O primeiro documento da Quinta da Folgorosa remonta a 1711. Pertença da família Biker Correia desde a fundação até ao início do século XX, a propriedade teve em António Macieira o proprietário que, em 1910, ali mandou erguer a casa projetada pelo arquiteto de origem suíça Ernesto Korrodi. Depois de passar por várias mãos, viu o seu primeiro vinho engarrafado em 1980, já na posse da Carvalho Ribeiro & Ferreira, empresa de referência detentora de outras propriedades em Lisboa. O conceito de vinho de quinta nasceu nessa altura, mas sucessivos imprevistos desviaram-lhe o rumo.

Para garantir o seu potencial, a consultora vitivinícola VitiScape interveio em 2009, com um plano de revitalização e replantação da vinha, retoma do engarrafamento e renovação dos rótulos, inspirados no moinho que coroa a colina do vinhedo da aldeia da Folgorosa. A reorganização durou pouco: em janeiro de 2019, Thomas Lindeborg, empresário sueco do imobiliário e entusiasta dos vinhos de Lisboa, comprou a quinta e relançou a sua recuperação. Situada junto ao Forte de Alqueidão, perto de Sobral de Monte Agraço e a norte da primeira linha defensiva erguida a mando do duque de Wellington nas invasões francesas, a propriedade carrega também a memória histórica das Linhas de Torres.

“Temos de ser sábios o suficiente para ligar as castas. Temos de saber trabalhar com a natureza na adega.” — José Melícias

A vinha, dividida em mais de trinta parcelas dispersas pela aldeia, soma quarenta e dois hectares, dois e meio dos quais em certificação biológica, com a meta de chegar a cinco e meio em 2022. Tudo se faz sob o conceito de vinho de quinta, onde a tradição se cruza com o futuro: cubas de inox no exterior da centenária adega, que conserva lagar e duas cubas de cimento operacionais, e uma vinificação de menor intervenção possível, conduzida por Diogo Pereira e José Melícias — este a acumular enologia e viticultura ao lado de Pedro da Cunha. Em 2020, a quinta tricentenária ampliou o portefólio de monovarietais com a sua primeira colheita tardia e a estreia do espumante da casa.

Quinta da Folgorosa — fotografia 1
Quinta da Folgorosa — fotografia 2
Quinta da Folgorosa — fotografia 3