A AdegaMãe é um projeto de cariz familiar, nascido da homenagem de João, Ricardo e Bernardo Alves a Manuela Alves, a matriarca que dá nome à casa. A propriedade vinhateira foi comprada em 2007; quatro anos depois fazia-se a primeira vindima e inaugurava-se o edifício, de linhas retas e alvas assinadas pelo arquiteto Pedro Mateus, com interiores orientados pelo enólogo Anselmo Mendes — um enquadramento modelar na paisagem, em contraste com o mar de vinhas em redor.
Em replantação gradual, os quarenta hectares de vinha que circundam o edifício são ocupados sobretudo por castas brancas. O Viosinho é a variedade mais emblemática para a equipa de enologia — Anselmo Mendes como consultor e Diogo Lopes como residente —, ao lado do Arinto e do Alvarinho. A única tinta aqui plantada é a Pinot Noir, pela sua plena adaptação à influência do Atlântico, aos solos argilosos e aos ventos que dão nome à freguesia de Ventosa. As restantes tintas provêm de viticultores locais do lado nascente da cordilheira, acompanhados, entre campanhas, por um técnico da casa.
“É um orgulho podermos contribuir para a afirmação de Lisboa como mais uma das grandes regiões portuguesas, destacando-se pela qualidade, diferenciação e originalidade dos seus vinhos.” — Bernardo Alves
A experiência de visita ganhou nova dimensão: desde outubro de 2020, o piso superior — outrora miradouro quase labiríntico — converteu-se em quatro espaços de lazer. A loja dá acesso ao portefólio da casa e a produtos regionais, e prolonga-se no Sal na Adega, o novo spot gastronómico de Torres Vedras. O wine bar, o lounge e o restaurante partilham a mesma paisagem vinhateira, que se estende até às serras da Archeira e do Socorro, e servem petiscos e pratos do receituário tradicional — com destaque para o bacalhau da Riberalves — harmonizados com os vinhos da casa, de rótulos renovados ao ritmo da primeira década de experiências.





