Fundada em 1957, com sede em Curvel, a dois passos da Serra de Montejunto, a Adega de Carvoeira fez a sua primeira vindima em 1960. Desde então tem trilhado um caminho de modernização contínua: o primeiro grande investimento chegou na década de 1990, com o melhoramento do equipamento de prensagem e a instalação das primeiras cubas de inox, reforçadas em 2002 e, mais tarde, em 2018, com novas cubas de fermentação de tecnologia de ponta. O edifício principal, de três pisos de depósitos de cimento, foi também sendo continuamente renovado.
Face ao crescimento da produção, ergueu-se nos anos 1980 um espaço próprio para os serviços administrativos e a receção, transferindo-se o engarrafamento e a rotulagem para o armazém — infraestrutura renovada em 2015. Três anos depois, a adega adquiriu o edifício da antiga Junta Nacional do Vinho, integrado no seu recinto, para armazenamento.
O acompanhamento na vinha, com o apoio dos técnicos das associações de agricultores locais, é uma das missões da casa, que garante a qualidade das uvas dos viticultores — cerca de novecentos hectares, sobretudo em Alenquer e Torres Vedras. Daí resulta uma riqueza de perfis: as uvas do lado este da Serra de Montejunto exprimem um terroir de influência mediterrânica, enquanto as do lado poente trazem a frescura da brisa marítima. Para o enólogo Julião Baptista, na equipa desde 1996, são estes contrastes que dão alma aos lotes.
“O perfil do consumidor muda, o estilo de vinho muda. Temos de dar resposta ao mercado.” — Luís Correia
A casa procura inovar sem desvirtuar a qualidade, e a prova final pode fazer-se na nova sala instalada num dos balões de cimento, recuperado e restaurado no final de 2019 para receber visitantes.





