A Quinta da Almiara nasce do gosto pela terra e da convergência da sabedoria de três gerações, no culminar de uma vida de trabalho representada por José Constantino, sempre atento a novas oportunidades de negócio. O ponto de partida foi uma mercearia na aldeia, seguida do negócio do bacalhau: o dinheiro ganho ia-se convertendo em vinha, pedaços de terra que cresciam à medida que o grupo empresarial se expandia. A caminhada é acompanhada pelos filhos, Elisabete Constantino, responsável pelo bacalhau, e Edgar Constantino, focado no vinho.
Diversificada a lista de castas e aumentada a vinha — hoje com cento e sessenta hectares —, tornou-se necessário construir uma adega à altura da quantidade de uva vindimada. Assim aconteceu na propriedade comprada em 1999, onde a antiga adega, com os seus vetustos lagares de pedra e depósitos de cimento, continua a ser motivo de visita. A requalificação, com projeto do arquiteto Manuel Fernandes, começou pela nova adega contígua à antiga, equipada com enormes cubas de inox e pronta a receber a colheita de 2014; o edifício moderno e funcional, em tons de terra e relevos dourados, completou-se com a receção e a sala de eventos, de vista deslumbrante sobre o vinhedo, a que se soma a panorâmica do terraço.
“O que nos motiva no enoturismo é a certeza de que quem entra na Quinta da Almiara como visitante, sai como amigo.” — Márcia Pereira, terceira geração da família Constantino
O investimento estendeu-se à reformulação da marca, com novos rótulos, e em 2017 arrancou o enoturismo na quinta — palco, todas as manhãs, da visita de José Constantino, sempre acompanhado pela mulher, Maria Esperança Constantino.





