Da alameda ladeada de plátanos avista-se o casario da Quinta da Vassala, propriedade de quatrocentos hectares no sopé da encosta nascente da Serra de Montejunto. Eis a sede de um projeto familiar vitivinícola — o Grupo Sartal, com mais de meio século — cuja segunda geração é representada pelos irmãos José Miguel Rafael e Teresa Rola e que, desde 2019, opera sob a designação Vassala Wines.
A história da quinta remonta ao final do século XII, quando era conhecida como Quinta da Ameixoeira e pertencia a Nuno Gonçalves, um vassalo — facto que terá dado origem ao registo de Quinta do Vassallo no século XIII e, mais tarde, à designação de Quinta da Vassalla, no século XIX. Foi a primeira a integrar o Grupo Sartal, fundado na década de 1960 por José Rafael e Miguel Rui de Matos, ficando agregada à Quinta da Vala Nova, nome suprimido em 2013. A segunda a entrar no património, também nos anos 1960, foi a Quinta de São Jerónimo, em Ribafria, cujos trinta hectares de vinha e adega tiveram papel preponderante; esta propriedade deve o nome à Ordem de S. Jerónimo, cujo mosteiro, ali edificado no século XV, foi reconstruído por D. Manuel em 1500.
“Colaborando com a natureza, retiramos da bondade da terra, com esforço e trabalho, paixão e prazer, o nosso vinho que com orgulho estaremos a partilhar consigo.” — Vassala Wines
Terroir e enologia
Na década de 1980, os irmãos José Miguel Rafael e Maria Teresa Rola implementam mudanças no negócio. As características geográficas da Quinta da Vassala são determinantes na decisão de concentrar a maioria do encepamento e da produção na sua adega, graças à diversidade de tipos de solo — apesar da predominância argilocalcária — e à proteção que a Serra de Montejunto oferece contra os ventos do Atlântico. Da vinha mais antiga, de 1995, à mais recente, plantada em 2018, e já com o enólogo Julião Baptista a trabalhar na adega desde 2012, a produção da Vassala Wines, fundada em 2019, tem vindo a expressar o terroir da encosta nascente da Serra de Montejunto.





