A Quinta da Boavista, situada na Aldeia Galega da Merceana, é o ponto de partida desta história iniciada por Joaquim Santos Lima, bisavô materno do atual proprietário e impulsionador da exportação de vinho da família. Já na década de 1980, e após mais de duas décadas dedicadas ao sector financeiro, José Luís Santos Lima Oliveira da Silva assume o desígnio deste património vitivinícola juntamente com a sua tia, Maria João Santos Lima, neta do fundador.
A mudança começa no início da década de 1990, com a reconversão e plantação de vinhas e a reestruturação da adega erguida nos anos de 1930 pelo avô José Santos Lima, agora equipada com tecnologia moderna e linha de engarrafamento. Mas o primeiro lote de branco e tinto só chega à garrafa ao fim de seis anos. A estreia em Inglaterra desperta José Luís Santos Lima Oliveira da Silva para o mercado internacional: lendo as tendências além-fronteiras, avança em finais dos anos 1990 com vinhos em bag in box para a Noruega, a Suécia e a Finlândia — uma aposta ganha que se tornaria marca da casa.
“Produzimos vinhos a partir de uma grande diversidade das melhores castas nacionais e internacionais, respeitando o equilíbrio natural das nossas vinhas que acompanhamos cuidadosamente ao longo do ano. Estes vinhos refletem a tipicidade da região.” — José Luís Santos Lima Oliveira da Silva
Terroir e castas
O crescimento da carteira de clientes incentivou a compra de novas propriedades, o alargamento da vinha e a construção, de raiz, em 2014, de uma adega equipada ao mais alto nível tecnológico. Nos anos seguintes, a empresa adquiriu diversas instalações — antigas adegas e armazéns desativados —, reabilitando cada uma para produção, engarrafamento e comercialização, sob a supervisão de uma vasta equipa de enólogos.
Em 2020, a área de vinha estendia-se por quatrocentos hectares no concelho de Alenquer, a que se somam cerca de dois hectares junto ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, num projeto de cariz ambiental estabelecido com a Câmara Municipal. É, porém, na Quinta da Boavista que vivem as cepas mais antigas e mais de cinquenta castas; há ainda as uvas compradas a perto de oitenta viticultores e o vinho adquirido a produtores da região.
José Luís Santos Lima Oliveira da Silva é reconhecido pela forma como atua no mercado nacional e em mais de cinquenta países, para onde exporta cerca de noventa por cento da sua produção — números que testemunham a sua liderança na afirmação dos vinhos portugueses nos mercados de referência mundial.





