Produtor · DOC Alenquer

DFJ Vinhos

Cortegana, Alenquer

Denominação Alenquer

Engenheiro técnico agrário de formação, José Neiva Correia inicia a atividade de enologia na Adega Cooperativa de Torres Vedras, a 2 de maio de 1974, a convite de Octávio Pato, reconhecida figura do universo enológico português entre as décadas de 1960 e 1980. Decidido a aperfeiçoar o seu conhecimento, prossegue a carreira no Centro Nacional de Estudos Vinícolas e, fora de portas, com paragens em França e na Alemanha — pelo caminho, desenvolve e patenteia um método de desinfeção de rolhas de cortiça através de ozono.

Já como consultor da D&F Wine Shippers, importadora inglesa de vinhos pertencente a Dino Ventura e Fausto Ferraz, José Neiva Correia aceita, em 1998, o desafio de constituir sociedade com ambos e fundar a DFJ — nome formado pelas iniciais dos três sócios, dedicado à produção de vinho e à criação de marcas para exportação. Após o falecimento de um dos protagonistas, em 2005, compra a totalidade do capital e segue o seu trajeto a solo.

“Sempre que abre um mercado, estudamos o mercado e fazemos um vinho para esse mercado. Na Noruega, fui ver quais eram os vinhos que mais se vendiam. Trouxe amostras, provei-as, analisei-as. Sou capaz de fazer melhor, mais bonito e mais barato.” — José Neiva Correia

Filosofia e enologia

Focado no mercado internacional, José Neiva Correia trabalha com base no rigor da prova de cada vinho e numa pesquisa que se estende ao estudo meticuloso da imagem, para que o rótulo reúna os elementos mais atrativos no momento da compra. A produção apoia-se em estudos, sem nunca descurar a criatividade, e o objetivo mantém-se constante: produzir o vinho ao gosto do consumidor.

A sede de lavoura é a histórica Quinta de Porto Franco, em Cortegana, que centraliza a viticultura das várias propriedades arrendadas pela DFJ nos concelhos de Alenquer e Torres Vedras; a sua adega, de traça antiga, é alvo de otimização e melhoria constantes. Já o centro nevrálgico concentra-se na Quinta da Fonte Bela, em Vila Chã, no concelho do Cartaxo, onde os edifícios da segunda metade do século XX, projetados pelos engenheiros do atelier de Gustave Eiffel, reúnem os serviços administrativos, a área comercial, o armazém, a adega e o laboratório principais, a tanoaria, a destilaria e a secular infraestrutura em ferro.

A DFJ Vinhos explora duzentos e cinquenta hectares de vinha de onde tira o maior partido. A prova está na exportação de 99,4 por cento da produção para cinquenta e quatro países e na conquista contínua de centenas de prémios de revistas da especialidade.

DFJ Vinhos — fotografia 1
DFJ Vinhos — fotografia 2
DFJ Vinhos — fotografia 3
DFJ Vinhos — fotografia 4