Localizada entre o vale da ribeira de Pancas e as encostas em redor, a este da Serra de Montejunto, e fundada em 1495, a Quinta de Pancas guarda o primeiro registo de produção de vinho num documento datado de 1601. Pioneira da aposta em castas internacionais, sobretudo tintas, traz consigo um investimento vitivinícola de décadas. Cinco séculos nas mãos da família Perestrelo Guimarães, a quinta conhece, em 2006, um novo rumo com a Companhia das Quintas e, dez anos mais tarde, esta propriedade de oitenta hectares passa a ter gestão independente.
Com entidade e identidade próprias, a Quinta de Pancas inicia, em 2016, o reconhecimento das suas marcas no mercado. Inspirada no clássico dos anos 1990, transpõe para os rótulos a figura mítica do Alão, ligada à vila de Alenquer, e recupera a vetusta designação “Special Selection” para os seus monovarietais — expressão simultânea das castas e do terroir.
“A tradição aliada à inovação estão na origem dos vinhos de excelência da Quinta de Pancas, bem como da Região de Lisboa.” — Gilberto Marques
Castas e terroir
Na sequência desta mudança, importa enaltecer a maior propensão para a plantação de castas brancas, sobretudo a Arinto, pelo seu potencial neste terroir — ainda que a Cabernet Sauvignon permaneça no topo das preferências da casa, com a parcela mais velha, de cerca de trinta anos. Em 2021, a vinha ascende aos quarenta e oito hectares. O foco está na qualidade da uva, garantia da qualidade do vinho, de modo a tirar o máximo proveito da matéria-prima e intervir o menos possível na adega, onde Gilberto Marques exerce o ofício de enólogo desde 2010.
O ano de 2021 marca também o arranque do projeto de enoturismo, com a reabilitação da antiga adega da quinta — onde estão as cubas de cimento — para aí instalar duas salas de eventos e uma loja de vinhos.





