Produtor · DOC Alenquer

Quinta do Monte d'Oiro

Freixial do Meio, Ventosa, Alenquer

Denominação Alenquer

Engenheiro químico de formação, José Bento dos Santos funda, na década de 1980, uma empresa broker de metais em Portugal — cargo que o leva a correr mundo. É numa dessas viagens que conhece um amigo para quem o bem mais escasso do planeta é a terra, daí a mais-valia de aplicar capital na compra de propriedade. O conselho concretiza-se em 1986, quando adquire a Quinta do Monte d’Oiro, em Freixial do Meio, aldeia vizinha de Vila Chã, terra natal da sua mãe e cenário das férias da sua infância.

O conhecimento da história desta propriedade — pertencente, no século XIX, ao visconde de Cheleiros, Sebastião José de Carvalho — é determinante no estudo do solo e do clima. Realizado por uma equipa da Universidade de Jerusalém, o trabalho revela semelhanças entre o Monte d’Oiro e o vale do Ródano, em França, resultado decisivo para a plantação das castas Syrah e Viognier. Cerca de uma década depois, a primeira colheita de Syrah, de 1997, é reconhecida pela crítica internacional — distinção que leva José Bento dos Santos a delinear uma estratégia ainda mais rigorosa e a converter a paisagem vinícola, desde 2006, para o modo de produção biológico.

“Agora é tempo de fazer bem feito todos os anos, conhecer as plantas, o terroir, gerir e tirar o maior partido deste património que se chama Quinta do Monte d’Oiro.” — Francisco Bento dos Santos

Terroir, equipa e biológico

A partir de janeiro de 2012, entra em campo o filho, Francisco Bento dos Santos, como “capitão de equipa”. A cumplicidade entre ambos facilita o papel de “treinador” do pai e a tarefa de coordenar e direcionar a equipa, que conta com o empenho da enóloga Graça Gonçalves e o apoio técnico de Grégory Viennois, antigo enólogo da Maison M. Chapoutier.

Tirar partido do terroir — que permite a maturação lenta, conserva a acidez, preserva os aromas e dá uvas sãs, propícias a vinhos que envelhecem bem em garrafa — é ponto assente na quinta. A primeira vindima biológica certificada data de 2015 e a estreia dos brancos e rosés biológicos no mercado de 2017; o rebranding dos rótulos acontece em 2018. O rigor da adega, com vinificação separada por casta, estende-se à vinha de trinta hectares, vindimada manualmente parcela a parcela para possibilitar a feitura minuciosa de lotes.

Quinta do Monte d'Oiro — fotografia 1
Quinta do Monte d'Oiro — fotografia 2
Quinta do Monte d'Oiro — fotografia 3
Quinta do Monte d'Oiro — fotografia 4
Quinta do Monte d'Oiro — fotografia 5