A cultura da vinha está, desde tempos idos, no sangue da família Zuzarte Martins: o negócio do vinho começou com Francisco Zuzarte Reis e teve continuidade com o filho, Raúl Martins. Em janeiro de 2004 foi a vez do neto, Diogo Martins, entrar no mundo do vinho — com sede na Quinta São José da Lage, em Olhalvo, concelho de Alenquer, mas desvinculado da empresa do pai.
A aventura começou a solo, com Diogo Martins a mostrar-se um verdadeiro mestre dos sete ofícios: tratava por conta e risco da compra e venda de vinho, do enchimento, da entrega e da comunicação. Com as vendas a crescer, a empresa passou a receber o vinho produzido pelo pai, que por sua vez alargou a área de vinha. Foi esse crescimento que levou Diogo Martins a trocar, em novembro de 2014, a antiga adega da Quinta São José da Lage por um armazém de outrora metalomecânica, adaptado a adega de armazenamento e batizado de Adega Moor — com equipamento totalmente automatizado e uma linha de enchimento a funcionar em permanência.
“Estamos a montar uma adega de produção em Olhalvo, na Pousoa, fora de qualquer propriedade da família e prevejo que esteja a funcionar nas vindimas de 2022.” — Diogo Martins
Entre as propriedades, todas no concelho de Alenquer, destaca-se a Quinta São José da Lage, berço da empresa e centro nevrálgico da vinificação das uvas de Raúl Martins, com nove hectares; a mais emblemática é a Quinta do Convento de Nossa Senhora da Encarnação, cuja história remonta a meados do século XVII, seguida da Quinta da Boticária, ambas com catorze hectares. Somam-se as quintas do Bairro, do Pinheiro, da Boavista e do Chafariz, num total que ronda hoje os duzentos hectares. A enologia é assegurada por Pedro Gil, consultor, e Elisabete Martins, residente, e parte do vinho provém da compra a diversos produtores da Região de Lisboa. Para acompanhar o crescimento, Diogo Martins ergueu uma nova adega em Pousoa, dedicada à vinificação, a partir da vindima de 2022.




