Depois de somar ao seu mapa de experiências em enologia os Estados Unidos, a Alemanha, as ilhas Canárias e várias regiões vitivinícolas de Portugal, Hélder Cunha decide fundar, em 2008, a Casca Wines. O roteiro vínico começa na Região Demarcada de Colares, com o objetivo de reavivar as tradições e as vinhas singulares plantadas em chão de areia. A Malvasia é a casta eleita para iniciar a aventura, sem adega nem vinha próprias; em 2009 chega a vez da Ramisco, a tinta típica de Colares. A vinificação faz-se na Adega Viúva Gomes, em Almoçageme, Sintra, onde o proprietário José Baeta acolhe a iniciativa de braços abertos. A ambos os vinhos é dada a marca Monte Cascas, em alusão ao amontoado de cascas que está na origem da palavra Cascais.
Dada meia volta ao país, a Casca Wines avança em grande pela Região dos Vinhos de Lisboa em 2015. Nasce a marca Cabo da Roca, em homenagem ao Promontorium Magnum — nome romano da ponta mais ocidental da Europa continental, a meio caminho entre Cascais e Sintra —, estabelecida como bandeira dos vinhos de Lisboa no portefólio da casa. A gama Cabo da Roca reúne reservas monovarietais: as tintas Merlot, Cabernet Sauvignon e Syrah, e um reserva branco de Arinto. As tintas são vinificadas na adega de um produtor de Alenquer, enquanto o Arinto, proveniente de vinhas velhas, é transformado numa adega de Bucelas.
No mesmo ano surgem ainda as marcas Cascas — em analogia a cascales, vocábulo na génese de Cascais — e 1808, criada em tributo à data inscrita na fachada da Adega Viúva Gomes e em nome da amizade com José Baeta. Os tintos destas referências e da Cabo da Roca são vinificados numa quinta em Outeiro da Zibreira, Torres Vedras; as uvas para brancos e rosés vêm do concelho de Mafra e são vinificadas numa adega local.
Sem data marcada para um Vinho de Carcavelos, a Casca Wines continua à procura das melhores uvas e a produzir o vinho que melhor simbolize o terroir de cada região do país, mantendo a sua Porta da Adega, em Cascais, aberta a todos para degustação em boa companhia.
“A Casca Wines nasce por causa das uvas de vinhas velhas, porque as vinhas velhas conseguem transmitir muito mais terroir do que uma vinha nova e tirar o máximo partido da região.” — Hélder Cunha
