Reportagem do caderno Terroir percorre as três sub-regiões históricas da Região Vitivinícola de Lisboa — Carcavelos, Colares e Bucelas — mostrando a singularidade do generoso de Carcavelos, das vinhas pré-filoxéricas em areia de Colares e do Arinto de Bucelas, casta celebrada por Shakespeare.
Três sub-regiões, três histórias
A Filipa Vaz Teixeira percorre, no caderno Terroir do Público, as três denominações que definem o capítulo histórico da Região Vitivinícola de Lisboa. Bucelas, com o Arinto fresco e mineral, lembrado já por Shakespeare em Henrique VI. Carcavelos, ínfima micro-região de generoso licoroso encravada entre a capital e Cascais. Colares, com vinhas em pé-franco enterradas na areia atlântica, refúgio histórico da casta Ramisco.
“As vinhas estão dispostas em declives relativamente suaves e expostas a todas as horas do sol.”
A reportagem mostra como cada uma destas DOPs preservou um traço identitário irreproduzível — solo, casta ou clima — e como o trabalho artesanal dos produtores que ali permanecem garante que esses vinhos cheguem a uma nova geração de bebedores.
Por que importa para o Brasil
Os três históricos são exatamente os vinhos menos exportados da região mas mais valorizados pela crítica. São raridades que valem a viagem de quem está em Portugal — e bom motivo para o leitor brasileiro descobrir o que se esconde para além dos rótulos mais comuns.
Reportagem original: Bucelas, Carcavelos e Colares — Público / Terroir por Filipa Vaz Teixeira (06 de maio de 2024).